
Um grupo de enfermeiros obstetras que prestava serviços no Hospital da Mulher, em Mossoró, por meio da empresa Justiz, denunciou publicamente uma grave situação de atraso salarial que, segundo os profissionais, se arrasta desde o mês de setembro.
De acordo com os relatos enviados ao RN NOTÍCIA, diversos profissionais decidiram romper o contrato com a empresa há cerca de três meses diante da falta de pagamento e da ausência de uma solução administrativa para o problema.
Os enfermeiros afirmam que muitos deles se deslocam diariamente de cidades do interior para trabalhar em Mossoró, arcando com custos de transporte e outras despesas. Com os salários atrasados, vários profissionais relatam estar acumulando dívidas e enfrentando dificuldades para manter compromissos básicos.
Segundo a categoria, a empresa venceu a licitação apresentando um plano financeiro que garantiria recursos em caixa justamente para evitar atrasos salariais. No entanto, os profissionais afirmam que essa promessa não foi cumprida.
Outro ponto que gerou indignação entre os trabalhadores é a denúncia de que, enquanto médicos vinculados à empresa estariam recebendo seus pagamentos em dia, os enfermeiros permanecem sem receber os valores referentes ao trabalho já realizado.
Em nota de repúdio, os enfermeiros obstetras classificaram a situação como uma falta de respeito com os profissionais da saúde e destacaram a importância do trabalho que desempenham no atendimento a gestantes, parturientes e recém-nascidos.
“Estamos falando de profissionais que lidam diariamente com vidas, com alta responsabilidade técnica, ética e humana. Mesmo assim, fomos obrigados a interromper nossas atividades por não termos recebido pelo trabalho realizado”, diz um trecho da manifestação.
Os profissionais cobram uma posição imediata da empresa Justiz e exigem a regularização dos salários em aberto. Eles também afirmam que não pretendem permanecer em silêncio e que buscarão os meios legais e institucionais necessários para garantir seus direitos.
A situação levanta questionamentos sobre a gestão dos contratos de prestação de serviços na área da saúde e expõe mais um episódio de dificuldade enfrentada por profissionais que atuam na linha de frente do atendimento hospitalar em Mossoró.
O RN NOTÍCIA deixa o espaço aberto para que a empresa citada ou demais responsáveis se manifestem sobre o caso.