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BOMBA NA OAB MOSSORÓ: Parecer aponta dinheiro passando por conta pessoal e falta de notas na prestação de contas da Corrida da OAB


Um parecer interno caiu como uma verdadeira bomba nos bastidores da Ordem dos Advogados do Brasil subseção Mossoró. O documento, elaborado pelo conselheiro Rômulo Sávio de Paiva, aponta graves inconsistências na prestação de contas da 4ª Corrida da OAB, realizada em 2025.


Segundo o parecer, a análise revelou ausência de documentos essenciais, como notas fiscais, contratos, extratos bancários e comprovantes de pagamento, o que impede uma verificação completa sobre o destino dos recursos arrecadados com o evento.


Mas o ponto que mais chamou atenção foi outro.


De acordo com o documento, parte da movimentação financeira do evento teria ocorrido fora das contas oficiais da instituição, passando por três canais diferentes: a conta oficial da OAB Mossoró, uma plataforma de pagamento terceirizada chamada ORENDAPAY e até uma conta bancária pessoal da secretária adjunta Helena Belmont.


No parecer, o conselheiro alerta que essa prática pode ter criado um “fluxo financeiro paralelo”, dificultando o controle da tesouraria e a conciliação das receitas e despesas do evento.


Outro ponto considerado preocupante é que diversos itens utilizados na corrida como troféus, medalhas e kits entregues aos atletas não possuem registros claros de compra ou notas fiscais anexadas na prestação de contas apresentada ao conselho.


O documento também menciona contratações sem contratos formais e pagamentos a pessoas físicas sem documentação suficiente, o que, segundo o parecer, compromete a transparência da gestão financeira do evento.


Diante das inconsistências encontradas, o conselheiro não pediu a rejeição imediata das contas, mas recomendou que o processo seja devolvido para que a secretária adjunta e a tesouraria refaçam e consolidem toda a prestação, apresentando os documentos que comprovem cada receita e despesa.


Nos bastidores da advocacia mossoroense, o assunto já gera forte repercussão e levanta questionamentos sobre como foi conduzida a gestão financeira da corrida e quem de fato autorizou as movimentações fora das contas oficiais da instituição.


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