
O Rio Grande do Norte volta a acender o alerta no setor energético. Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que o estado atingiu, em dezembro de 2025, o pior nível de produção de petróleo e gás natural em quatro décadas.
De acordo com o levantamento, a produção média ficou em torno de 33 mil barris por dia, volume que não era registrado desde a década de 1980. Para efeito de comparação, há cerca de dez anos o RN produzia praticamente o dobro desse total.
O cenário preocupa porque a cadeia produtiva do petróleo representa uma fatia expressiva da economia potiguar, sendo responsável por mais de 40% do PIB industrial do estado.
🛢️ O que provocou a queda?
Especialistas apontam que o declínio é resultado direto da redução de investimentos nos chamados campos maduros, especialmente após a saída gradual da Petrobras de ativos terrestres e de águas rasas no estado.
Com a transferência desses campos para empresas privadas de menor porte, a produção não conseguiu manter o mesmo ritmo, principalmente pela necessidade de alto investimento em tecnologia e revitalização de poços antigos.
O presidente do Sindipetro-RN, Marcos Brasil, já havia alertado que, com investimentos adequados, o RN poderia voltar a produzir entre 70 e 80 mil barris por dia, dobrando o volume atual e impulsionando a geração de empregos diretos e indiretos.
💰 Impacto na economia e nos royalties
A redução na produção também impacta diretamente a arrecadação de royalties, afetando as finanças do estado e dos municípios produtores.
Diante do cenário, o governo estadual anunciou a intenção de atrair investimentos e fomentar novos projetos no setor. Há expectativa em torno da exploração da chamada margem equatorial e da ampliação de incentivos para revitalização de campos terrestres.
📌 RN já foi protagonista
Durante décadas, o Rio Grande do Norte figurou entre os maiores produtores de petróleo em terra do país. Hoje, o estado enfrenta um novo momento, marcado por desafios estruturais, necessidade de modernização e busca por novos investimentos.
O recado é claro: sem políticas consistentes e aporte financeiro robusto, o RN pode continuar perdendo espaço em um setor que sempre foi estratégico para sua economia.
O RN NOTÍCIA seguirá acompanhando os desdobramentos.